História de Edmund Leamy

A fama da árvore mágica se espalhou muito rápido, e todos os dias chegava um aventureiro para tentar levar embora alguns dos frutos. Mas o gigante, como prometeu, estava sempre alerta, e nem um dia se passava sem que ele lutasse e matasse um invasor ousado.

Próximo dali, na terra dos homens, um rei cruel governava. Ele era um usurpador, havia assassinado o verdadeiro rei e muitos de seus leais súditos. Todos o odiavam, mas também o temiam.

O rei legítimo tinha dois filhos, um rapaz, chamado Niall, que foi deportado para terras estrangeiras e uma moça chamada Rosaleen que, por ordem do rei, havia sido enfeitiçada e se transformado no ser mais feio e repugnante. Ela vivia escondida em um celeiro, perto do castelo e era alimentada pelos servos do rei. Sua prisão era a sua aparência, já que ela não saía por medo da reação das pessoas à sua feiura.

Um dia, Rosaleen estava muito triste, chorando pela solidão e por tudo que lhe tinha acontecido, quando um pequeno pássaro Pintarroxo pousou à sua frente para pegar as migalhas do pão que ela havia comido. Ele era tão dócil que subiu em sua mão para comer mais. Rosaleen se sentiu feliz porque havia um ser que não a rejeitava e nem sentia repulsa por sua aparência.

Desde esse dia, o pequeno Pintarroxo a visitava todos os dias, ele cantava para ela e sua solidão não doía tanto quanto antes. Ela conversava com ele e contava todas as suas infelicidades.

Um dia, quando a moça chorava, o pássaro apareceu e pousou no seu ombro para consolá-la. O que Rosaleen não podia imaginar era que esse pequenino poderia fazer muito por ela.

Ele sabia tudo sobre a frutinha mágica da Floresta de Dooros que era guardada pelo gigante.

O Pintarroxo procurou seu primo Robin que morava na floresta e pediu a sua ajuda.

– Você quer um pouco dos frutos mágicos, imagino – disse Robin.

– Quero!

– Ah, as coisas estão bem difíceis agora. O gigante ranzinza guarda a arvorezinha dia e noite. Só há uma chance possível, mas pode custar a sua vida.

– Então, me diga o que é, pois eu daria cem vidas por Rosaleen — disse o pintarroxo.

– Bem, todos os dias, aparece algum guerreiro para lutar com o gigante, quando ele estiver lutando será o momento de roubar uma frutinha, mas se ele perceber você estará morto.

– Vou correr o risco — disse o pintarroxo de Rosaleen.

– Muito bem!

Os dois voaram até à Floresta de Dooros e pararam em um galho próximo da arvorezinha mágica. Neste momento o gigante estava sentado comendo os frutinhos vermelhos. Pouco tempo depois apareceu um guerreiro para desafiá-lo. O gigante ficou em pé e começou a atacar o invasor.

O pintarroxo pousou em uma árvore atrás do gigante, observando e esperando sua chance.

Por fim, o gigante, com um golpe muito forte, derrubou o guerreiro, enquanto o Pintarroxo partia na direção da árvore como um raio e conseguiu pegar um dos frutos. Então, o mais rápido que pode voou em direção ao celeiro onde Rosaleen estava escondida.

No caminho passou por uma tropa de guerreiros em cavalos brancos como neve. Todos os cavaleiros usavam capacetes prateados e mantos brilhantes de seda verde, presos por broches de ouro vermelho, exceto um deles, que parecia ser o líder, seguia a frente e usava um capacete dourado.

Quando o pintarroxo chegou ao celeiro, a princesa estava sentada do lado de fora, lamentando o seu destino. O pequeno pousou em seu ombro e colocou o fruto em seus lábios. O gosto era tão delicioso que a moça o comeu imediatamente. Assim, o feitiço da bruxa foi quebrado e ela voltou a ser bela novamente, assim como era antes.

Rosaleen ficou tão feliz que resolveu ir até o castelo que há tanto tempo ela não via. Quando estava em frente aos portões, os guerreiros nos cavalos brancos como neve se aproximaram, o líder, com capacete dourado, saltou do cavalo e se ajoelhou à sua frente, dizendo:

– Mais linda de todas as moças, certamente a senhorita é a princesa deste reino, apesar de estar fora dos portões do palácio, sem uma corte, sem roupas da realeza. Sou o Príncipe dos Vales Ensolarados.

– Sou filha de um rei, sim, mas não do rei usurpador que agora governa.

Dizendo isso, ela correu, deixando o príncipe se perguntando quem ela podia ser. Ele, então, mandou os tocadores de trombeta avisarem sobre sua presença do lado de fora do palácio, e em poucos instantes, o rei e todos os nobres foram cumprimentá-lo e aos seus guerreiros, dar a eles as boas-vindas.

Naquela noite, um grande banquete foi organizado no salão, e o Príncipe dos Vales Ensolarados se sentou ao lado do rei, e ao lado do príncipe sentou-se a filha do rei.

Durante o banquete, o príncipe falou de modo educado com a adorável moça, mas, durante todo o tempo, só pensava na bela desconhecida que tinha visto do lado de fora do palácio, e seu coração desejava vê-la de novo.

Quando o banquete terminou, o rei perguntou ao príncipe o que o levava àquelas paragens.

– Venho à procura de uma noiva, pois me foi dito, em minha terra, que apenas aqui eu encontraria a moça que está destinada a dividir comigo o meu trono, o seu reino é famoso por ser o local onde moram as moças mais adoráveis do mundo todo, eu acredito muito nisso depois do que vi hoje.

Quando a filha do rei ouviu isso, ela abaixou a cabeça e corou como uma rosa, pensando que o príncipe se referia apenas a ela, pois não sabia que ele tinha visto Rosaleen e sabia o quanto a verdadeira princesa era linda, depois da recuperação de sua beleza.

Antes que outra palavra pudesse ser dita todos ouviram um grande barulho na entrada do palácio. O rei e seus convidados se levantaram, os soldados empunharam suas espadas e começaram a ouvir vozes de gritos que se aproximavam.

Então entrou no salão um guerreiro e todos o reconheceram como o filho do verdadeiro rei que havia sido assassinado.

– Voltei para assumir o trono de meu pai! — disse  Niall!

– Vida longa à Niall! — responderam todos.

O rei, pálido de ira e surpresa, virou-se para os líderes e nobres de sua corte e gritou:

– Não há nenhum homem leal o suficiente para mandar embora esse invasor de nosso banquete?

Mas, ninguém se mexeu, nenhuma resposta foi dada. Então, o rei avançou sozinho, mas antes que pudesse chegar ao ponto em que Niall estava de pé, foi segurado por uma dezena de homens e desarmado de uma só vez.

Neste momento Rosaleen entrou no salão e todos ficaram encantados e felizes por ela estar livre do feitiço. Niall a reconheceu e eles se abraçaram e choraram por novamente se reencontrarem.

O usurpador foi preso junto com sua família e Niall contou a todos as suas aventuras. Quando o Príncipe do Vale Ensolarado viu Rosaleen foi ao seu encontro e pediu a Niall que concedesse a sua irmã em casamento.

Em sua felicidade, ela não se esqueceu do pequeno Pintarroxo que foi seu amigo na tristeza. Ela o levou para casa consigo, em Vales Ensolarados, e todos os dias o alimentava com suas mãos. E todos os dias ele cantava as músicas mais doces que já tinham sido ouvidas por uma princesa.

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História de Edmund Leamy

Certa vez, os seres mágicos foram aos lagos para disputar uma partida de Hurling, um tipo de jogo de arremesso, com as fadas. Eles ganharam a partida e voltavam para a Floresta Mágica muito felizes com a vitória. No caminho resolveram parar para descansar na Floresta de Dooros, pois ainda tinham um caminho muito longo pela frente.

Na Floresta de Dooros, fizeram uma grande festa no acampamento, comendo, bebendo e dançando em volta da fogueira.

Os seres mágicos se banqueteavam com frutinhas vermelhas mágicas, que eram muito parecidas com as frutinhas vermelhas de outros lugares, mas estas tinham poderes extraordinários. Caso um idoso comesse uma delas, se tornaria jovem e forte novamente. Se uma idosa enrugada comesse uma frutinha se tornaria uma jovem, bela como uma flor que acabou de desabrochar. Caso uma pessoa muito feia comesse essa frutinha, imediatamente se tornaria a mais bela de todas as pessoas.

Por essa razão, os seres mágicos guardavam as frutinhas com muito cuidado, como se fosse ouro, somente eles poderiam desfrutar de seus poderes.

Sempre que saiam da Floresta Mágica tinham que prometer ao rei e à rainha que não dariam a fruta para qualquer ser mortal e nem permitiriam que nenhuma delas caísse por terra, pelo perigo de que uma árvore da fruta nascesse fora da Floresta Mágica.

Porém, nessa noite de festa e muita bebedeira, Pinkeen, um excelente músico, que sabia tocar qualquer instrumento e era muito querido por todos, deixou cair uma das frutinhas na floresta sem perceber.

No dia seguinte os seres mágicos voltaram para casa e, somente quando chegou, Pinkeen percebeu o terrível erro que havia cometido. Ele ficou com muito medo das consequências de seu ato e resolveu ficar quietinho sobre o assunto.

Mas como nada pode ficar escondido para sempre, um dia, a rainha mandou alguns dos seres mágicos para a Floresta de Dooros para caçar borboletas, lá eram encontradas as mais belas do mundo. Ela queria muitas borboletas para enfeitar o salão de festas de um casamento que aconteceria em breve.

Quando os seres mágicos estavam cumprindo as ordens da rainha, encontraram uma arvorezinha onde centenas de borboletas estavam pousadas. Para a grande surpresa deles, era um pé das frutinhas vermelhas mágicas.

Os seres mágicos voltaram para o castelo com as borboletas e rapidamente foram contar ao rei e à rainha o que haviam descoberto.

O rei ficou muito bravo e mandou seus escudeiros aos quatro cantos da terra mágica para reunir todos os súditos à sua frente, ele queria descobrir quem era o culpado.

Todos eles compareceram, exceto Pinkeen, ele ficou apavorado e com medo de ser descoberto pelo seu erro. Mas, como ele foi o único que não compareceu, entenderam que era por ser ele o responsável pelo problema. Então o rei mandou seus mensageiros à sua procura.

Eles procuraram e, depois de um tempo, o encontraram escondido em uma samambaia. Então o levaram ao rei.

O pobre rapaz estava tão assustado que a princípio, mal conseguia falar, mas, depois de um tempo, admitiu sua culpa.

O rei, que não queria saber de desculpas, a arvorezinha não poderia ser cortada, então sentenciou que o culpado deveria ser levado para a terra dos gigantes, que ficava além das montanhas, e ali viver para sempre, a menos que conseguisse encontrar um gigante disposto a ir para a Floresta de Dooros para guardar a árvore mágica.

Quando o rei determinou a sentença, todo mundo ficou triste porque o réu era muito querido por eles.

A rainha mandou seu principal mensageiro entregar-lhe um punhado de frutinhas. Ela disse que ele deveria oferecê-las ao gigante, e prometer que, se ele estivesse disposto a proteger a árvore, poderia se esbaldar com as frutinhas.

Pinkeen seguiu caminhando dia e noite e, quando o sol nasceu, chegou ao topo da montanha e pode ver a terra dos gigantes no vale que se estendia bem à sua frente.

Antes de começar a descer, ele se virou para olhar para a terra mágica uma última vez. Ele estava muito triste e cansado, então resolveu descansar um pouco antes de prosseguir a viagem.

Quando acordou, o chão estava tremendo e ele ouviu um barulho que parecia um trovão. Ao olhar para cima, viu um gigante assustador já sobre ele. Esse gigante era o mais mal-humorado de toda a terra dos gigantes, todos o chamavam de Sharvan, o Ranzinza.

Quando o homenzarrão viu a capa vermelha do ser mágico, deu um grito. O pobre rapazinho tremeu da cabeça aos pés.

– O que o faz aqui? — perguntou o gigante.

– Por favor, Sr. Gigante, o rei dos seres mágicos me baniu para cá, e aqui devo ficar para sempre, a menos que o senhor vá guardar a árvore dos seres mágicos na Floresta de Dooros.

– A menos que o quê? — bufou o gigante

Então ele derrubou Pinkeen no chão e ia chutá-lo quando o pequeno falou.

– Você poderá comer todas as frutinhas mágicas que quiser!

– Como? – perguntou o gigante.

– Sim, se aceitar ir até à Floresta de Dooros e lá ficar guardando a arvorezinha poderá comer todas as frutinhas mágicas que quiser.

Então Pinkeen deu a Sharvan um punhado das frutinhas para que ele as comesse. O gigante, imediatamente, se sentiu tão feliz que começou a gritar e dançar de alegria.

Os seus gritos chamaram a atenção dos outros gigantes que correram para ver o que estava acontecendo.

Quando Sharvan os viu chegar, pegou Pinkeen e o colocou dentro do bolso, para que não o vissem.

– Por que você está gritando? — perguntaram seus companheiros.

– Porque aquela pedra ali caiu no meu dedão.

– Seu grito não parecia o grito de um homem ferido — disseram eles.

– Como você pode saber o jeito com que gritei? — perguntou ele.

– Não sei, vamos embora!!!

Assim que os gigantes se foram, Sharvan falou:

– Muito bem, vamos.

Em pouco tempo eles chegaram ao topo da montanha e de longe viram a terra mágica. Quando chegaram na fronteira, os pés do gigante se prenderam ao chão e ele não pode dar nem mais um passo adiante. O gigante começou a gritar desesperado e seus gritos foram ouvidos por toda a Floresta Mágica.

– Ah, por favor, Sr. Gigante, deixe-me sair do seu bolso – disse Pinkeen.

Sharvan o pegou e colocou no chão. Pinkeen correu com todas as suas forças para chegar ao castelo.

Os seres mágicos estavam tão felizes por terem Pinkeen de volta, que o carregaram em seus ombros e o levaram ao palácio do rei.

Então Pinkeen disse às majestades que trouxera consigo um gigante disposto a guardar a árvore mágica.

– E quem ele é, onde está? — perguntou o rei.

– Os outros gigantes o chamavam de Sharvan, o Rabugento, ele está preso na fronteira da terra mágica.

Em seguida, o rei ordenou que um de seus servos fosse até onde estava o gigante para libertá-lo e depois o acompanhasse até à arvorezinha na Floresta de Dooros. Os gigantes não podiam entrar na Floresta Mágica.

Quando chegaram à árvore, o gigante encheu as mãos de frutinhas vermelhas, as comeu e ficou de bom humor novamente.

A segunda parte da história será publicada amanhã.

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Clique aqui para ler a história O Pavão e o Rouxinol

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Fábula de Esopo

Certa vez um Pavão estava a se exibir para alguns homens que o admiravam por sua beleza. Ele estava em êxtase sendo admirado por tanta gente.

De repente, as pessoas ouviram o cantar de um Rouxinol e rapidamente foram até ele para admirá-lo também.

O Pavão se encheu de raiva por ter sido abandonado e foi reclamar com Deus:

– Por que um passarinho feio e sem graça tem uma voz melhor que a minha?

– Não seja ingrato! Cada animal tem suas qualidades, a Águia tem a força, o Rouxinol tem a voz, você tem a plumagem – respondeu Deus.

– Mas eu queria cantar como o Rouxinol! – falou o Pavão.

Conselho de vó: Devemos reconhecer nossas qualidades e nos orgulhar delas, sem permitir que as qualidades dos outros nos causem inveja.

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Clique aqui para ler a história Caipora

Lenda indígena

Diz a lenda que Caipora é o rei dos animais e da floresta. Qualquer um que queira caçar ou cortar uma árvore deve fazer um acordo com ele e quem não respeitar o acordo é morto sem dó nem piedade.

Caipora se parece muito com um índio, mas tem o corpo coberto de pelos e não usa roupas. Move-se muito rápido e cuida para que não haja devastação ou extinção de animais.

Ele aparece montado em um porco do mato e carrega consigo uma longa vara.

Certa vez, dois compadres acordaram bem cedo para ir à mata cortar lenha. Já haviam cortado uma boa quantia quando, de repente, começaram a ouvir alguns barulhos esquisitos, uns estalos, uns sussurros. Então, do nada, veio um vento frio de doer os ossos, depois um silêncio.

Eles pararam o que estavam fazendo e prestaram atenção a tudo para entender o que estava acontecendo.

Era como se todos os animais e todas as plantas estivessem olhando para eles, ou aguardando um comando.

Então viram, no meio da mata um vulto, apertaram os olhos e o vulto continuava lá.

O coração deles disparou, era Caipora.

Paralisados de medo viram a figura se aproximar, bem devagar, mas não tinham forças para correr ou gritar por ajuda. Seus pelos eram grossos, seus braços quase tocavam o chão.

Então Caipora falou com a voz rouca:

– Tem fumo?

Então se lembraram das histórias que suas avós contavam. Caipora gostava de fumo.

– Tem fumo? – repetiu.

Mesmo sem poder falar, tremendo de medo, o lenhador tirou do bolso um naco de fumo e estendeu ao ser da floresta.

Mais que depressa Caipora agarrou o fumo e falou:

– Vocês já cortaram o suficiente, nada mais por alguns meses.

Não conseguiram falar, só acenaram com a cabeça.

Então Caipora saiu trotando em seu porco do mato e desapareceu na floresta.

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Clique aqui para ler a história A corrida de Ganesha

História indiana

Shiva, o deus da destruição, é casado com Parvati, a deusa do amor e da fidelidade. Eles tinham dois filhos, Kartikeia, o deus da guerra, e Ganesha, senhor dos obstáculos.

Os dois não podiam ser mais diferentes. Kartikeia era muito bonito, elegante e atlético, dominava o uso de todas as armas, era vaidoso e seu animal era o pavão. Ele sempre gostou de jogos e competições.

Ganesha era gordinho e sábio, seu animal era o rato.

Um dia Kartikeia provocou o seu irmão e o chamou para uma corrida.

Ganesha já estava acostumado com os modos do irmão, então sorriu e continuou a ler o seu livro.

– Mãe, Ganesha não faz nada o dia todo a não ser ler e descansar. Diga-lhe que nós, deuses temos que patrulhar o mundo. Eu sempre voo com meu pavão para inspecionar tudo. Com certeza sou um deus melhor que ele.

Então Parvati resolveu dar um teste aos filhos. Falou que eles deveriam dar a volta no universo, e que o filho que chegasse primeiro seria o vencedor e receberia uma benção especial.

Kartikeia começou a rir de felicidade. Ele tinha certeza de que ganharia fácil essa competição.

– Ganesha vai montado em um rato e eu em meu pavão, vai levar milhões de anos para conseguir. Pode desistir agora Ganesha, não tem chance de você ganhar! – falou Kartikeia.

Kartikeia subiu em seu pássaro e foi embora para sua corrida.

Ganesha abaixou a cabeça e orou à deusa Parvati. Montou no seu rato e muito devagar começou a dar uma volta em torno de sua mãe.

Um dia e uma noite depois Kartikeia voltou, ele voou tão rápido que sequer pode admirar as estrelas e os planetas. Ele se apresentou à sua mãe, certo de que havia ganhado.

– Kartikeia, foi seu irmão quem venceu!!! Sua velocidade foi menor que a sabedoria dele – falou Parvati.

Kartikeia não conseguia acreditar no que ouvia.

– Como ele conseguiu? Como é possível?

Ganesha respondeu:

– Irmão, nossa mãe, que nos deu à luz e nos cria e protege, também é a Criadora de tudo e de todos no universo. Tudo o que existe, existe porque nossa mãe deseja. Ela criou tudo. Todos somos parte dela. Ela é o universo! Portanto, eu apenas dei uma volta ao redor dela.

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Clique aqui para ler a história Princesa Finola e o Anão