contos africanos

Conto africano

Era uma vez um velho comerciante de tecidos que tinha três filhos. O pai sentiu que não teria muito mais tempo de vida e ficou preocupado com qual dos filhos deixaria o seu comércio.

Ele não sabia qual dos três poderia cuidar melhor da sua herança.

Depois de muito pensar, ele chamou os filhos, entregou a cada um deles um saquinho com moedas e pediu que saíssem e comprassem um presente que enchesse o quarto.

O filho mais velho não gostou do desafio do pai, achou que o dinheiro era muito pouco para que conseguisse comprar algo que pudesse encher o quarto.

Ele não pensou muito, foi até o vizinho e gastou todo o dinheiro com alguns sacos de grama.

O segundo filho pensou um pouco no assunto e resolveu ir até o mercado. Lá ele comprou muitos sacos de penas.

O terceiro filho não sabia o que comprar, andou pelo mercado, andou pela cidade, pensou muito, observou e por fim, comprou para o pai um presente que embrulhou em uma pequena caixinha.

Os três filhos voltaram e foram até o pai para apresentar os presentes.

O primeiro abriu os sacos de grama e espalhou pelo quarto, mas mesmo depois de muito espalhar, percebeu que não encheria o quarto.

O segundo filho entrou no quarto com seus muitos sacos e abriu todos eles, espalhando penas para todos os lados, mas depois que elas assentaram, percebeu que elas também não encheriam o quarto.

O terceiro filho chegou, com seu pequeno embrulho e de dentro tirou uma vela. Ele a acendeu e a luz se espalhou por todo o quarto.

Assim, o pai encontrou o seu sucessor.

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Conto africano

Havia uma mulher que tinha em seu quintal uma linda bananeira. Quando ela estava carregada de cachos maduros a mulher decidiu colher, porém o cacho estava muito alto e ela não alcançava.

Apareceu por lá um macaco que se ofereceu para ajudá-la, mas quando ele estava lá em cima começou a comer todas as bananas e jogar as cascas na cabeça da mulher.

A mulher ficou muito brava e jurou se vingar do macaco.

Então ela juntou um monte de cera, a moldou no formato de um menino e colocou na cabeça do moleque de cera um tabuleiro de bananas bem maduras.

Assim que o macaco viu o moleque falou assim:

– Moleque, me dá uma banana!

O moleque calado.

– Moleque, me dá uma banana ou eu te dou um tapa!

O moleque calado.

Então, o macaco deu um tapa no moleque e sua mão ficou grudada na cera.

– Moleque, solta a minha mão ou te dou outro tapa!

E o moleque calado.

O macaco deu outro tapa e ficou com a outra mão grudada.

– Moleque! Moleque! Solta as minhas duas mãos e me dá uma banana, senão te dou um pontapé!

E o moleque calado.

O macaco chutou o moleque e ficou com o pé grudado na cera.

– Moleque dos diabos, solta minhas duas mãos e meu pé, me dá uma banana ou te dou outro chute.

E o moleque calado.

O macaco chutou com o outro pé e ficou com ele preso.

– Moleque!!! Larga as minhas duas mãos e meus dois pés e me dá uma banana senão te dou uma umbigada!

E o moleque calado.

O macaco deu-lhe uma umbigada e ficou com a barriga presa.

Só então a mulher apareceu, pegou suas bananas e foi embora rindo até não aguentar mais.

***

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Fábula Africana

Num dia muito quente, uma Zebra e um Javali chegaram juntos a um poço.

Os dois estavam com muita sede e começaram a discutir para ver quem beberia primeiro.

Nenhum cedia a vez ao outro. Já iam atracar-se para brigar, quando a zebra olhou para cima e viu vários urubus voando.

— Olhe lá! — disse a Zebra — aqueles urubus estão com fome e estão esperando para comer qual de nós morrer primeiro.

— Então, é melhor fazermos as pazes — respondeu o Javali — prefiro ser seu amigo a ser comida de urubus.

Conselho de vó: diante de um inimigo maior, melhor esquecer pequenas brigas.

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Conto Africano

Era uma vez um homem cego que morava com sua irmã em uma palhoça. Ele era muito conhecido por sua inteligência e muitas pessoas não entendiam como um homem cego podia saber tanto. Ele sempre dizia:

– Eu enxergo com os ouvidos!

Um dia a irmã do cego se apaixonou por um caçador, os dois se casaram e foram morar juntos, os três na palhoça.

Todos os dias o homem cego pedia ao cunhado para levá-lo à floresta para caçarem juntos, mas o caçador sempre ria e falava:

– Um cego não serve para nada, só para atrapalhar!

O tempo passou e todos os dias o cego pedia para ir caçar e o caçador debochava dele.

Um dia, porém, de tanta insistência o caçador falou:

– Amanhã caçaremos!

No dia seguinte os dois foram juntos para a floresta, o caçador levava as suas lanças e flechas e com a outra mão conduzia o homem cego.

De repente o homem cego falou:

– Espere, tem um leão aqui perto!

O caçador olhou para todos os lados e não viu nada, e o homem cego falou:

– Mas o leão está dormindo, não vai nos fazer mal.

Os dois andaram um pouco mais e o caçador avistou o leão dormindo profundamente, continuaram a andar.

De repente o homem cego falou:

– Cuidado, tem um elefante aqui perto!

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O caçador olhou para todos os lados e não viu nada, então o homem cego falou:

– O elefante está dentro do rio se lavando, não vai nos fazer mal!

Os dois andaram mais um pouco e viram um elefante tomando banho no rio.

O caçador ficou impressionado e perguntou:

– Como sabe essas coisas se não enxerga?

– É que eu enxergo com os ouvidos!

Os dois chegaram a uma clareira e o caçador decidiu que deveriam preparar duas armadilhas cavando buracos no chão, para que no dia seguinte pudessem voltar e buscar o animal preso.

No dia seguinte os dois saíram juntos para caçar novamente, o homem cego foi andando à frente e em nenhum momento se perdeu no caminho ou tropeçou em qualquer galho ou raiz. O caçador ficou impressionado com aquilo.

Chegaram ao local das armadilhas e em cada uma delas havia um pássaro, a armadilha do caçador pegou um pássaro pequeno e a armadilha do homem cego, um pássaro grande.

O caçador falou:

– Deixe que eu retiro os animais.

O caçador pensou que não teria problema em trocar os pássaros e falar para o homem cego que ele havia pego o menor, ele nunca saberia.

Os dois pegaram os seus pássaros e voltavam para a palhoça quando o caçador perguntou:

– Já que você é tão inteligente, por que o mundo está cheio de tanta desavença e guerra?

– Porque o mundo está cheio de pessoas como você que pega o que não é seu – falou o homem cego.

O caçador ficou envergonhado, trocou os pássaros e se desculpou.

Andando mais um pouco o caçador perguntou:

– Já que você é tão inteligente, porque o mundo também está cheio de amor e bondade?

– Por causa de pessoas como você que aprende com os próprios erros.

Chegando à aldeia um homem viu o que haviam caçado e perguntou ao homem cego?

– Como você consegue saber tanta coisa, mesmo sem enxergar?

Então o caçador entrou na conversa e respondeu:

– Ele enxerga com os ouvidos e ouve com o coração!

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Conto africano

Na África, o Porco e o Milhafre (espécie de gavião) eram dois amigos inseparáveis.

O porco invejava as asas do Milhafre, ele queria poder voar como o amigo e insistia continuamente com ele para que lhe arranjasse asas iguais para poder voar também.

O Milhafre pensou muito e teve uma ideia. Conseguiu arranjar penas de outras aves e com cera colou cada uma nos ombros e nas pernas do seu amigo Porco.

O porco ficou muito feliz e desde então começou a voar ao lado do seu amigo Milhafre.

Um dia o Porco quis acompanhá-lo até grandes alturas, mas a cera começou a derreter com o calor e as penas foram caindo uma a uma.

Conforme as penas se descolavam, o porco foi descendo, descendo…

Quando as penas se soltaram todas, o porco caiu e bateu com o focinho no chão com tanta força que ele ficou achatado.

O Porco ficou muito zangado com o Milhafre, por não ter grudado as asas direito.

Desde então, eles deixaram de ser amigos e quando o Porco vê o Milhafre pairar no alto, dá um grunhido e olha para ele magoado.

E aqui está a razão do porquê o Porco ter o focinho achatado e nunca mais querer voar.

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