contos de fadas

História de Hans Christian Andersen

Era uma vez um príncipe que saiu pelo mundo para encontrar a princesa perfeita para se casar. Porém, depois de conhecer muitas princesas não havia encontrado nenhuma que lhe agradasse o suficiente. A cada uma que ele conhecia, pensava: “Esta não é uma princesa verdadeira”.

O príncipe retornou à sua casa cansado e abatido por não ter tido sucesso em sua empreitada.

Um tempo depois, numa noite de tempestade, bateu à porta do castelo uma moça muito linda pedindo abrigo. Ela estava toda encharcada, escorria água dos seus cabelos, suas roupas grudavam no corpo e os sapatos também ensopados.

Ela falou que era uma princesa e precisava de um lugar para passar a noite.

Todos acharam aquilo muito estranho, mas deram abrigo para a moça. Porém, a rainha teve uma ideia para descobrir se ela era mesmo uma princesa.

A rainha chamou as camareiras e pediu para prepararem um quarto para a jovem, mas recomendou:

– Deixem uma ervilha sobre a madeira, por cima coloquem sete colchões e por cima coloquem forros e lençóis bem macios.

Na manhã seguinte, enquanto tomavam o café da manhã, a rainha perguntou à moça:

– Dormiu bem, querida?

– Oh! Não, dormi muito mal a noite toda, algo deixou meu corpo muito dolorido. Tive a impressão de estar deitada sobre um objeto esférico, pequenino. Foi horrível!!!

Dessa forma, a família real pode verificar que a moça era mesmo uma princesa. Por ser tão sensível, só poderia ser uma princesa verdadeira.

Então o príncipe casou-se com ela, e não precisou procurar mais.

E foram felizes para sempre.

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História Japonesa

Era uma vez, um jovem pescador chamado Urashima Taro. Ele vivia com sua velha mãe.

Um dia, quando estava caminhando na praia, viu alguns meninos cutucando com gravetos uma tartaruga que estava virada de barriga para cima.

Ele ficou bravo com os meninos e socorreu a pobre tartaruga, virando-a de barriga para baixo e a colocando no mar.

Alguns dias depois, quando Urashima Taro estava pescando em seu barco, uma tartaruga muito grande submergiu das águas e falou com ele:

– Obrigada por salvar a vida da filha do Imperador do Mar! Como agradecimento vou levá-lo ao Castelo Ryugu.

Urashima Taro, então, subiu nas costas da tartaruga e os dois seguiram mar adentro, ele cavalgando como se ela fosse um cavalo.

De repente, percebeu uma luz muito brilhante no fundo do mar, era o Castelo Ryugu. A tartaruga submergiu e o levou para lá. Espantosamente, ele podia respirar embaixo da água. Apareceu então uma linda princesa com muitos peixes à sua volta.

– Seja bem-vindo ao nosso reino. Por favor, fique o quanto quiser.

O Castelo era maravilhoso, lá ele era hóspede de honra, todos os dias aconteciam festas em sua homenagem e os peixes dançavam uma bela canção. As comidas eram deliciosas. Era como um sonho, ele nem precisava trabalhar. Urashima Taro ficava fascinado com tudo o que via e lá ele ficou por três anos.

Depois desse tempo, ficou com saudade da sua mãe e decidiu voltar para casa.

A princesa lhe deu de presente uma linda caixa como lembrança do Castelo, mas disse:

– Este é um Tamatebako (caixa de tesouro), você só pode abri-la quando estiver muito velho.

Urashima Taro segurou o Tamatebako e cavalgou na tartaruga até chegar à praia.

Ele correu para sua casa, mas algo estava estranho. A sua aldeia estava diferente, bem maior e ele não conseguia achar a sua casa.

Então ele perguntou a um velho que passava:

– Onde está a casa de Urashima Taro e sua mãe?

– Urashima Taro? Havia uma pessoa com esse nome há uns 100 anos, ouvi dizer que um dia foi pescar no mar e não voltou para casa.

Urashima Taro ficou tão surpreso que nem conseguiu falar. Os três anos do Castelo Ryugu foram 100 anos na sua aldeia. Com tristeza, ele voltou para a praia, sentou-se na areia esperando encontrar a tartaruga, mas ela não veio. Lembrou-se então do presente da princesa. Ela havia dito para não abrir, mas ele abriu mesmo assim.

No mesmo instante em que abriu a caixa, saiu dela uma fumaça branca que embranqueceu o seu cabelo, sua pele ficou enrugada e suas costas ficaram tortas.

Ele ficou velho. Os 100 anos se passaram em um instante. A princesa havia lhe dado a eterna juventude e ele não soube reconhecer.

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Lenda indígena

Certo dia a Onça estava de muito mau humor, na verdade ela estava furiosa, quando encontrou, no brejo, um Sapo igapó.

– Bom dia, Dona Onça – disse o sapo.

A Onça estava disposta a abocanhar qualquer um que se atrevesse a passar pelo seu caminho, só não abocanhou o Sapo porque o achou muito asqueroso.

– Como ousa dirigir a palavra a mim, ser repugnante e desprezível? – rosnou ela.

– Meu amigo, tudo é questão de opinião. As sapinhas não me acham nada repugnante, e não conheço ninguém que me despreze.

– Pois eu o desprezo! – falou a Onça.

– Por favor, não banque a tola. Se me desprezasse, não estaria aí me ofendendo.

Diante disso, a onça ficou ainda mais furiosa.

– Desprezível, sim! Quem olha para você com respeito? Ninguém!

– Todos me respeitam. Meu grito, por exemplo, traz terror em toda a floresta – falou o Sapo.

A Onça deu uma gargalhada.

– Quer dizer que o seu rugido é o mais apavorante da floresta? Pois essa eu pago para ver!

Então a onça trepou numa pedra e lançou aos ares o seu urro mais sinistro e desafiador.

Instantaneamente aconteceu na floresta um alvoroço de animais fugindo por terra, céu e água.

Somente quando o último eco do seu grito se desfez no ar, a Onça desceu lentamente do seu pedestal de glória, feliz por ter mostrado a sua força.

Então foi a vez de o sapo demonstrar o poder da sua voz. Ele pulou na pedra.

– Muito bem, agora o urro do sapo! – falou a Onça rindo.

Somente quando tudo fez silêncio outra vez, o Sapo encheu bem o papo até torná-lo transparente e lançou o seu coaxar rouco de sapo.

Então, aconteceu uma espécie de reverberação total, como se alguém houvesse espalhado pela selva inteira milhares de caixas de som amplificadas ao máximo. Todos os sapos e seus parentes da floresta, tais como as jias, as rãs, as pererecas, os cururus e o restante da valorosa dinastia dos seres coaxantes, estavam juntos fazendo tanto barulho que as árvores tremiam desde as raízes até as folhas, até o solo chacoalhava.

Incapaz de suportar a zoeira terrificante, a onça levou as duas patas às orelhas, tentando suportar dignamente aquele coaxar colossal. Mas, quando viu que não podia mais suportar, tratou de dar no pé.

Conselho de vó: A união faz a força e na necessidade se prova a amizade.

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História de Charles Perrault

Era uma vez uma senhora viúva e que tinha duas filhas. A filha mais velha era a como a mãe em aparência e mau caráter, já a mais nova era parecida com o pai, doce e educada.

A mãe tinha uma enorme antipatia pela filha mais nova e a obrigava a cuidar sozinha de todas as tarefas da casa.

Além de todo o trabalho de casa, ainda era obrigada a ir a pé, duas vezes por dia, à fonte com uma enorme moringa buscar água. Ela sofria muito para carregar a moringa cheia d’água de volta.

Porém, um dia, quando chegou na fonte encontrou uma velhinha pedindo água.

– Pois não, senhora, aqui está – disse a moça.

A velhinha bebeu e disse:

– Você é tão boa e tão educada, em gratidão à sua ajuda vou te dar um dom.

Na verdade, aquela senhora era uma fada que se transformou em uma senhora para testar a bondade da moça.

– De agora em diante, a cada palavra que falar, sairão de sua boca ouro e pedras preciosas – falou a fada.

A moça ficou muito agradecida e voltou para casa contente.

Quando chegou em casa a sua mãe lhe disse:

– Que demora, não vê que ainda tem muito trabalho a fazer?

– Me perdoe, minha mãe, não quis demorar tanto….

– Mas o que é isto que está saindo de sua boca?

A moça explicou tudo o que tinha acontecido e a cada palavra saia um diamante, uma pérola ou uma moeda de ouro.

– Meu Deus!!! Tenho que mandar sua irmã a essa fonte!!!

Ela chamou a filha mais velha e disse:

– Venha aqui minha filha, veja o que aconteceu com sua irmã, quero que vá à fonte, assim que uma velha lhe pedir água, você vai lhe dar e ficaremos muito ricas.

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– Só me faltava essa! Ter de ir até à fonte! – falou a filha mais velha

– Estou mandando que você vá, agora!! – gritou a mãe.

A moça foi, mas reclamando, e levou o mais bonito jarro de prata da casa.

Assim que chegou à fonte, viu sair do bosque uma dama muito bem vestida que veio lhe pedir água.

Era a mesma fada, mas que surgia agora disfarçada de princesa, para ver até onde ia a educação daquela moça.

– Quanta ousadia me pedir isso, se quer água, pegue você mesma, se quiser use meu jarro – falou grosseiramente.

– Você é muito mal-educada – disse a fada calmamente. Já que é tão pouco cortês, seu dom será o de soltar pela boca, a cada palavra que disser, uma cobra ou um sapo.

Quando a mãe a viu chegar, logo lhe disse:

– E então, filha?

– Então, mãe! – respondeu a filha mal-educada, soltando pela boca duas cobras e dois sapos.

– Meu Deus! – gritou a mãe – O que é isso? A culpa é da sua irmã, ela me paga. E imediatamente ela foi atrás da mais nova para castigá-la.

A pobrezinha fugiu e foi se esconder na floresta mais próxima.

O filho do rei, que estava voltando da caça, encontrou-a e perguntou-lhe o que fazia ali sozinha e por que estava chorando.

– Ai de mim, senhor, foi minha mãe que me expulsou de casa.

O príncipe, vendo sair de sua boca pérolas e diamantes, pediu-lhe que lhe dissesse o que era aquilo.

Ela lhe contou toda a sua aventura.

O filho do rei teve pena dela e a levou ao castelo. Lá todos ficaram impressionados com aquele dom. O príncipe se apaixonou por ela e eles se casaram.

A irmã mais velha foi expulsa de casa pela mãe, pois a mulher já não suportava ver a casa cada vez mais cheia de sapos e cobras.

Conselho de vó: As palavras que saem de nossa boca podem ser nossa benção ou nossa maldição, escolha bem o que fala.

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História de Figueiredo Pimentel

O reino da Pérsia foi governado, há muitos séculos, pelo rei Nebul. Ele era um rei muito bondoso e reinava com sabedoria.

Um dia, sem nenhuma explicação, ficou cego. Os melhores médicos do reino e dos reinos vizinhos o examinaram, mas sem encontrar a cura.

O Rei já estava desanimado, quando apareceu no seu reino uma velhinha dizendo que sabia o remédio para o seu problema.

O rei mandou trazer a velhinha e ela lhe disse:

– Majestade, só há um remédio capaz de fazê-lo recuperar a visão.  Existe, num reino muitíssimo distante daqui, uma fonte chamada de Rainha das Águas. Se alguém conseguir um pouco dessa água, e colocá-la sobre os olhos, imediatamente verá tão bem como um pássaro. Porém, é muito difícil chegar a esse reino. Quem for buscar a água deve se entender com uma velhinha que mora perto da fonte. Ela é quem há de informar se o dragão que vigia a entrada da fonte está dormindo ou acordado, porque a fonte está situada atrás de montanhas muito altas, e, se alguém for visto pelo terrível bicho, morrerá no mesmo instante.

O Rei Nebul retirou-se para os seus aposentos. No dia seguinte mandou preparar uma grande esquadra composta de duzentos navios, e enviou seu filho mais velho, o príncipe Agár, para buscar a água, dizendo que lhe dava o prazo de um ano para estar de volta, e, se naquele prazo não voltasse, iria considerá-lo morto pelo dragão.

O moço partiu e depois de viajar muito, desembarcou em um país estranho e muito rico. Saltou em terra e começou a se divertir, a ponto de gastar todo o dinheiro que levava, contrair dívidas e, por isso, ficar preso.

Passado um ano, Nebul, não o vendo voltar, ficou triste, julgando-o morto. Mandou preparar nova esquadra de quinhentos navios, porque supunha que seu filho morrera na guerra que travara no Reino das Águas.

Enviou seu segundo filho, o príncipe André e fez a mesma recomendação:

– Se no prazo de um ano, meu filho, você não tiver voltado, terei que chorar a sua morte.

Partiu André e, depois de muito viajar, aportou ao mesmo país que seu irmão Agár.

Lá, fascinado pelas festas, gastou tudo quanto levara, contraiu grandes dívidas e, como seu irmão, ficou preso.

Passado um ano, vendo o rei que o seu outro filho não voltava, ficou desanimado e sem esperanças de recuperar a vista, pois supunha que André houvesse tido o mesmo fim que o primeiro.

Pagamento único

Então, o mais moço, o jovem Oscar, que ainda era adolescente, tinha só 17 anos, foi se oferecer para ir buscar o remédio.

– Quero ir agora, meu pai e, se eu for, garanto que lhe trarei a água.

O rei começou a rir.

– Como quer ir, meu filho? Não vê a sorte de teus irmãos mais velhos?

O menino tanto insistiu, tanto pediu, tanto rogou, que afinal, o rei para o contentar, lhe concedeu a licença de partir.

Mandou preparar uma esquadra de cem navios, menor que a dos outros dois príncipes, e disse a Oscar que partisse quando quisesse.

O menino, antes de partir, foi assistir à missa no palácio, e pediu com todo o fervor a Nossa Senhora que o protegesse na empresa a que ia se arriscar.

Partiu no dia seguinte, e depois de muito navegar, foi aportar no mesmo país onde estavam seus irmãos presos por causa das dívidas.

Pagou as dívidas e os libertou.

Os dois irmãos aconselharam-lhe que não continuasse a viagem, pois aquele país era muito divertido e ele deveria ficar por ali.

O menino não quis ouvir e embarcou novamente, partindo para o Reino das Águas.

Chegando lá, desembarcou sozinho, e foi procurar a velhinha, que morava perto da fonte milagrosa:

– Ó, meu netinho, que veio cá fazer? Olhe que você corre grande perigo. O dragão que guarda a fonte que fica atrás daquelas montanhas, é uma princesa encantada, que tudo devora. Procure uma ocasião em que esteja dormindo, para entrar, e repare bem que, quando estiver com os olhos abertos, é porque está dormindo, mas se estiver com os olhos fechados, está acordada.

O menino tomou as suas precauções e ao chegar à fonte encontrou a fera com os olhos abertos.

Aproximou-se da fonte, e encheu a garrafa que levava.

Já ia se retirando, quando o dragão acordou, e avançou sobre ele.

– Que atrevimento é esse, menino mortal! O que faz com que tenhas a audácia de vir ao meu reino?

O moço só teve tempo de desembainhar a espada.

Em um dos botes a fera foi ferida e, com o sangue que gotejava, se desencantou numa formosa princesa.

– Devo casar-me com o homem que me desencantou.

Os dois voltaram juntos para o reino da Pérsia, lá curaram o Rei, se casaram e foram felizes para sempre.

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