fábulas

Fábula de Esopo

Certa vez um Lobo, depois de se saciar com o animal que havia caçado, começou a engasgar com um osso que ficou preso em sua garganta.

O Lobo tossiu, bebeu água, mas nada fazia o osso sair do lugar.

Desesperado com a situação, o Lobo começou a pedir ajuda aos animais da floresta, porém ninguém queria ajudar o pobre.

A muito custo, ele convenceu a Garça a ajudá-lo com a condição não atacar mais os seus familiares.

Feito o acordo, a Garça colocou o bico na goela do Lobo e retirou o osso.

Terminado o serviço a garça falou:

– Lembre-se, Lobo, de agora em diante você não poderá mais atacar nenhum membro da minha família.

– Não está satisfeita por ter tirado a cabeça viva da boca de um lobo? E ainda pede pagamento?

Conselho de vó: o máximo que se pode esperar dos maus é que, além da ingratidão, não se some a injustiça.

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Fábula indiana

Era uma vez um lindo lago na Índia. Esse lago era muito grande e às suas margens vivia uma grande colônia de coelhos, o lugar era tranquilo e eles viviam felizes.

Porém, uma grande seca assolou a região, mas o lago, apesar de ter baixado um pouco, ainda era uma fonte de água para muitos animais.

Certo dia, os coelhos começaram a sentir a terra tremer e todos ficaram apavorados. O rei dos coelhos percebeu o que estava acontecendo e orientou a todos para que se afastassem de suas tocas na beira do lago. Uma grande manada de elefantes estava se aproximando, provavelmente atraídos pela água, que já havia secado em quase todos os lugares.

As grandes patas dos elefantes foram destruindo tudo e se não fosse a agilidade do rei dos coelhos, muitos teriam morrido, pisoteados pelos elefantes.

Os dias passaram, os elefantes não iam embora e todos começaram a ficar preocupados, era muito perigoso voltar para casa ou se aproximar do lago e acabar machucado por algum elefante distraído. O rei estava ficando preocupado com o futuro da colônia e teve uma ideia.

Ele subiu em uma pedra e começou a chamar o rei dos elefantes:

– Oh! Rei dos elefantes, me escute por favor!!!

O rei ouviu o chamado e caminhou até à pedra para saber o que o coelho queria.

– Grande rei dos elefantes, tenho algo muito importante para lhe dizer, mas primeiro quero avisar que sou somente o mensageiro, portanto, não se zangue comigo.

– Não se preocupe mensageiro. Mas, de quem é a mensagem?

– Trago uma mensagem da Lua!!!

– Da Lua? E o que a Lua tem para me dizer?

– A mensagem é: Você, rei dos elefantes, trouxe seu bando para meu lago sagrado e sujou minhas águas.

– Oh! Eu não sabia que este lago era da Lua, se eu puder falar com ela pessoalmente, explicarei minha situação.

– Vamos até o lago e você poderá falar com ela.

 O coelho então subiu nas costas do elefante e juntos foram à beira do lago.

Chegando lá, o rei dos elefantes pode ver o reflexo da Lua nas águas e o coelho continuou falando:

– A Lua quer que vocês vão embora deste lago ou algo muito ruim acontecerá com toda a sua manada.

O rei dos elefantes, querendo se aproximar para falar com a lua começou a entrar no lago e o reflexo da Lua começou a balançar com o movimento da água.

– Está vendo? A Lua está tremendo de raiva, está mais furiosa que nunca, vocês devem abandonar o lago imediatamente! – falou o coelho.

– Por favor, peça à Lua que nos perdoe, partiremos agora mesmo!

Os elefantes foram embora e os coelhos puderam voltar para as suas casas e viverem as suas vidas tranquilamente.

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Fábula de autor desconhecido

Era uma vez dois sapos que viviam felizes em um pântano, nada faltava para eles lá.

O pântano era repleto de insetos e a água era abundante.

Porém, o local foi assolado por uma seca terrível e depois de meses sem chuva o pântano secou. Os insetos foram embora e os sapos ficaram desesperados sem saber o que fazer.

Resolveram sair à procura de um local para viverem em segurança.

Depois de muito procurarem encontraram um poço, muito profundo, onde da boca era impossível ver o fundo. Eles fecharam os olhos, ficaram escutando e ouviram lá no fundo um barulhinho de água.

– Perfeito, achamos a nossa salvação!!! Vamos pular, cairemos na água e lá poderemos viver felizes – falou um dos sapos.

O outro então respondeu:

– Mas, e se este poço também secar, como sairemos? Não haverá escapatória para nós.

Conselho de vó: Existem caminhos que não têm volta.

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Fábula de Esopo

Cerva vez, um asno estava atravessando um rio com a água batendo na barriga, carregando no lombo dois grandes sacos de sal. De repente ele perdeu o equilíbrio e afundou. Ele ficou desesperado achando que ia morrer, pois não conseguiria se levantar.

Porém, o sal derreteu rapidamente, ele ficou leve, conseguiu se levantar e ainda terminou a viagem sem carregar nenhum peso.

Um tempo depois, foi atravessar o mesmo rio, mas desta vez carregava uma carga de algodão. Ele se lembrou do que havia acontecido anteriormente e, mesmo com uma carga tão leve, no desejo de se livrar dela se jogou na água.

Porém, o algodão absorveu a água e ficou tão pesado que o asno não pode se levantar e morreu afogado.

Conselho de vó: Às vezes, tentando melhorar o que já está bom, perdemos tudo.

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Fábula de Esopo

Certa vez um Corvo roubou um queijo e foi sentar-se no alto de uma árvore para comê-lo.

A Raposa, vendo aquele queijo começou a salivar de vontade. Ela sabia que se pedisse, o Corvo não dividiria com ela, então falou para ele:

– Bom dia, meu amigo Corvo, fico feliz em te ver assim tão bem. Me disseram que o canto do rouxinol é o mais belo de todos, porém, tenho minhas dúvidas, acredito que o seu canto é ainda mais belo.

O Corvo ficou todo cheio ao ouvir aquele elogio.

A Raposa continuou falando:

– Cante, meu amigo, tenho certeza que vai desbancar todos os rouxinóis.

Assim que o corvo soltou o primeiro som, o queijo caiu do seu bico, bem nas mãos da Raposa, que saiu feliz da vida, rindo do acontecido.

Conselho de vó: desconfie sempre de quem fica te adulando para não ser enganado.

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