Histórias infantis, histórias que minha avó contava

Fábula de Esopo

Certa vez um Lobo, depois de se saciar com o animal que havia caçado, começou a engasgar com um osso que ficou preso em sua garganta.

O Lobo tossiu, bebeu água, mas nada fazia o osso sair do lugar.

Desesperado com a situação, o Lobo começou a pedir ajuda aos animais da floresta, porém ninguém queria ajudar o pobre.

A muito custo, ele convenceu a Garça a ajudá-lo com a condição não atacar mais os seus familiares.

Feito o acordo, a Garça colocou o bico na goela do Lobo e retirou o osso.

Terminado o serviço a garça falou:

– Lembre-se, Lobo, de agora em diante você não poderá mais atacar nenhum membro da minha família.

– Não está satisfeita por ter tirado a cabeça viva da boca de um lobo? E ainda pede pagamento?

Conselho de vó: o máximo que se pode esperar dos maus é que, além da ingratidão, não se some a injustiça.

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Mitologia Grega

Na Grécia antiga, o povo procurava por um rei que pudesse governá-los. O povo foi perguntar ao oráculo como deveriam escolher o novo rei. O oráculo respondeu que o novo rei chegaria de carroça.

Enquanto o povo discutia o assunto, tentando entender como isso aconteceria, chegou na localidade uma família em uma carroça, eram Górdio, sua esposa e Midas, ainda criança.

No mesmo momento, Górdio foi escolhido como o rei do povo da Frígia. Górdio ainda viveu muitos anos e, quando faleceu, seu filho Midas se tornou rei.

Midas era muito ganancioso e só pensava em maneiras de aumentar as suas riquezas.

Certo dia, levaram até ele um homem que estava muito bêbado. Midas pediu que cuidassem dele até que sua família fosse buscá-lo. O rei não sabia que esse homem era Sileno, pai de criação do deus do vinho, Baco.

Midas cuidou do homem por dez dias e então Baco foi buscá-lo. Como agradecimento por ter cuidado de seu pai, Baco disse a Midas que poderia fazer um pedido que ele realizaria.

Midas não pensou duas vezes, pediu que tudo o que tocasse, virasse ouro.

Apesar de não achar que o pedido fosse uma boa ideia, Baco o concedeu prontamente.

No mesmo instante tudo o que Midas tocava virava ouro. A princípio ele ficou exultante com seu novo poder e pediu que preparassem um banquete para comemorar.

Porém, quando Midas começou a comer, percebeu que seu pedido havia sido uma maldição. Ao tocar um pão, ele imediatamente virou ouro, ao tocar a taça, o vinho se transformou em ouro no mesmo instante.

A filha de Midas, Phoebe, tentou ajudá-lo, mas acabou sendo transformada em ouro também.

Desesperado e percebendo que desta maneira morreria de inanição, Midas procurou Baco para pedir que seu dom desaparecesse.

Baco então ordenou que Midas se banhasse na fonte do rio Pactolo para que a água corrente o purificasse de sua ganância e levasse seu dom embora.

O poder de transformar tudo em ouro foi passado para o rio e no mesmo momento as areias ficaram douradas. Tudo o que foi transformado em ouro voltou ao normal, inclusive sua filha.

Midas se arrependeu de sua ganância e foi embora da cidade para viver no campo.

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Clique aqui para ler a história Os três filhos

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Conto africano

Era uma vez um velho comerciante de tecidos que tinha três filhos. O pai sentiu que não teria muito mais tempo de vida e ficou preocupado com qual dos filhos deixaria o seu comércio.

Ele não sabia qual dos três poderia cuidar melhor da sua herança.

Depois de muito pensar, ele chamou os filhos, entregou a cada um deles um saquinho com moedas e pediu que saíssem e comprassem um presente que enchesse o quarto.

O filho mais velho não gostou do desafio do pai, achou que o dinheiro era muito pouco para que conseguisse comprar algo que pudesse encher o quarto.

Ele não pensou muito, foi até o vizinho e gastou todo o dinheiro com alguns sacos de grama.

O segundo filho pensou um pouco no assunto e resolveu ir até o mercado. Lá ele comprou muitos sacos de penas.

O terceiro filho não sabia o que comprar, andou pelo mercado, andou pela cidade, pensou muito, observou e por fim, comprou para o pai um presente que embrulhou em uma pequena caixinha.

Os três filhos voltaram e foram até o pai para apresentar os presentes.

O primeiro abriu os sacos de grama e espalhou pelo quarto, mas mesmo depois de muito espalhar, percebeu que não encheria o quarto.

O segundo filho entrou no quarto com seus muitos sacos e abriu todos eles, espalhando penas para todos os lados, mas depois que elas assentaram, percebeu que elas também não encheriam o quarto.

O terceiro filho chegou, com seu pequeno embrulho e de dentro tirou uma vela. Ele a acendeu e a luz se espalhou por todo o quarto.

Assim, o pai encontrou o seu sucessor.

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Lenda indígena

Nos tempos antigos, segundo os índios kaiapós, a vida na terra era muito difícil. As pessoas não tinham o que comer, então comiam lagartas, raízes e qualquer coisa que encontrassem nas matas. Não existiam frutas e ninguém sabia plantar.

Certo dia, um índio que andava pela mata, de barriga vazia, procurando por algo para comer, foi surpreendido por uma chuva muito forte. Ele se escondeu embaixo de uma árvore e ficou acocorado esperando a chuva passar.

Quando a chuva passou ele se levantou quando ouviu uma voz:

– Ei!!! – disse uma índia sentada em um galho.

Ele achou aquilo muito estranho e mais estranho ainda era a aparência da índia, ela não era como as outras índias da aldeia, ela era redondinha, tinha um aspecto saudável, era a índia mais bonita que ele já tinha visto.

– Quem é você? Nunca a vi por aqui! – falou o índio.

– Desci do céu, junto com a chuva – disse ela, torcendo os cabelos reluzentes.

– Como?

– Me cansei de viver lá.

O índio a ajudou a descer, imediatamente foi tomado por uma paixão instantânea e decidiu casar-se com ela.

– Venha comigo para a aldeia – disse ele.

Então, ele a levou para a aldeia e contou a sua história aos outros índios, todos ficaram surpresos, ela era muito diferente deles, a chamaram de Filha do Céu.

Pagamento único

Ela casou-se com o índio. Entretanto, apesar do bom tratamento, logo a jovem começou a sentir os efeitos da penúria, emagrecendo a olhos vistos.

– Isto não pode continuar assim. Vou voltar para o céu e trazer de lá algumas sementes.

– Mas como poderá fazer isso?

– Ora, eu dou um jeito! Venha comigo! – disse ela.

O casal atravessou a mata até encontrar uma árvore de galhos resistentes e flexíveis.

– Ótimo, esta é perfeita! – disse ela, começando a escalar o tronco.

– O que está esperando? Suba comigo! – falou a índia no alto da árvore.

Os dois subiram no galho mais alto, que começou a vergar até atingir o chão.

– Agora, desça do galho. – falou ela.

– Mas você pode se machucar! – gemeu ele.

– Ah, que bobagem! – disse ela, empurrando-o para fora do galho.

Assim que o índio caiu, o galho catapultou a jovem para o alto, numa velocidade espantosa, direto para as nuvens.

O tempo passou até que, no primeiro temporal, o índio começou a correr para todo lado, esperando a descida da amada.

Ele a encontrou em um galho de uma outra árvore.

– Me ajude, isto está pesado! – disse a índia.

Ela atirou do alto um saco enorme cheio de sementes e depois desceu, num pulo, com a suavidade que lhe era peculiar.

Então ela ensinou o kaiapó a fazer uma roça, e depois a semeá-la.

Não demorou muito e começou a surgir uma plantação enorme de milho.

– Mas e destas outras, por que nada nasceu? – falou o índio olhando para algumas plantas rasteiras.

– Você que pensa! – disse ela, arrancando de debaixo do solo tubérculos enormes de batata, inhame e mandioca.

Os dois se abraçaram, felizes, e desde então a fome deixou de afligir os kaiapós.

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Clique aqui para ler a história O lago da Lua

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Fábula indiana

Era uma vez um lindo lago na Índia. Esse lago era muito grande e às suas margens vivia uma grande colônia de coelhos, o lugar era tranquilo e eles viviam felizes.

Porém, uma grande seca assolou a região, mas o lago, apesar de ter baixado um pouco, ainda era uma fonte de água para muitos animais.

Certo dia, os coelhos começaram a sentir a terra tremer e todos ficaram apavorados. O rei dos coelhos percebeu o que estava acontecendo e orientou a todos para que se afastassem de suas tocas na beira do lago. Uma grande manada de elefantes estava se aproximando, provavelmente atraídos pela água, que já havia secado em quase todos os lugares.

As grandes patas dos elefantes foram destruindo tudo e se não fosse a agilidade do rei dos coelhos, muitos teriam morrido, pisoteados pelos elefantes.

Os dias passaram, os elefantes não iam embora e todos começaram a ficar preocupados, era muito perigoso voltar para casa ou se aproximar do lago e acabar machucado por algum elefante distraído. O rei estava ficando preocupado com o futuro da colônia e teve uma ideia.

Ele subiu em uma pedra e começou a chamar o rei dos elefantes:

– Oh! Rei dos elefantes, me escute por favor!!!

O rei ouviu o chamado e caminhou até à pedra para saber o que o coelho queria.

– Grande rei dos elefantes, tenho algo muito importante para lhe dizer, mas primeiro quero avisar que sou somente o mensageiro, portanto, não se zangue comigo.

– Não se preocupe mensageiro. Mas, de quem é a mensagem?

– Trago uma mensagem da Lua!!!

– Da Lua? E o que a Lua tem para me dizer?

– A mensagem é: Você, rei dos elefantes, trouxe seu bando para meu lago sagrado e sujou minhas águas.

– Oh! Eu não sabia que este lago era da Lua, se eu puder falar com ela pessoalmente, explicarei minha situação.

– Vamos até o lago e você poderá falar com ela.

 O coelho então subiu nas costas do elefante e juntos foram à beira do lago.

Chegando lá, o rei dos elefantes pode ver o reflexo da Lua nas águas e o coelho continuou falando:

– A Lua quer que vocês vão embora deste lago ou algo muito ruim acontecerá com toda a sua manada.

O rei dos elefantes, querendo se aproximar para falar com a lua começou a entrar no lago e o reflexo da Lua começou a balançar com o movimento da água.

– Está vendo? A Lua está tremendo de raiva, está mais furiosa que nunca, vocês devem abandonar o lago imediatamente! – falou o coelho.

– Por favor, peça à Lua que nos perdoe, partiremos agora mesmo!

Os elefantes foram embora e os coelhos puderam voltar para as suas casas e viverem as suas vidas tranquilamente.

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Clique aqui para ler a história Momotaro

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