Fábula de Esopo

Certa vez um Pavão estava a se exibir para alguns homens que o admiravam por sua beleza. Ele estava em êxtase sendo admirado por tanta gente.

De repente, as pessoas ouviram o cantar de um Rouxinol e rapidamente foram até ele para admirá-lo também.

O Pavão se encheu de raiva por ter sido abandonado e foi reclamar com Deus:

– Por que um passarinho feio e sem graça tem uma voz melhor que a minha?

– Não seja ingrato! Cada animal tem suas qualidades, a Águia tem a força, o Rouxinol tem a voz, você tem a plumagem – respondeu Deus.

– Mas eu queria cantar como o Rouxinol! – falou o Pavão.

Conselho de vó: Devemos reconhecer nossas qualidades e nos orgulhar delas, sem permitir que as qualidades dos outros nos causem inveja.

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Fábula de Esopo

Certa vez, uma cabra saiu de casa para pastar e deixou o seu filho cabrito, com a recomendação de não abrir a porta a ninguém. Para ficar mais seguro, combinou uma senha para que ele abrisse a porta quando ela voltasse.

– Vou bater três vezes e dizer: Abre que está frio!

Um lobo, que estava à espreita, ouviu a senha e ficou esperando a cabra sair para pegar o cabritinho.

Passado um tempo o lobo bateu à porta três vezes e, disfarçando a voz, falou:

– Abre que está frio!

O cabrito achou a voz da mãe diferente e ficou desconfiado, então chegou perto da porta e falou:

 – Minha mãe, me mostre pela fresta da porta a sua pata branca, só então abrirei.

O lobo não tinha pata branca e não pode fazer nada, a não ser ir embora depois de ver seu plano fracassado.

Conselho de vó: Precaução nunca é demais.

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Fábula de Esopo

Certo dia, um Galo descansava no alto do seu poleiro, quando avistou uma Raposa se aproximando.
Ele já ia dar o seu grito para alertar o galinheiro quando a Raposa falou:

– Não carece de dar alerta, Sr. Galo, não sabe da novidade?

– Que novidade? – perguntou o Galo.

– O Leão, rei da floresta, acabou de promulgar um decreto estabelecendo a paz mundial entre os bichos.
O Galo achou graça, não acreditando na lorota da Raposa e se preparou para gritar.

– Venha ver Sr. Galo, tenho uma cópia do decreto aqui mesmo, venha ver! – falou a Raposa.
Mas a última coisa que o Galo pensava em fazer era descer para ler o que quer que fosse ao lado da maior devoradora de galinhas de toda a região.

– Vamos, não seja medroso! Acha que eu seria louca a ponto de desrespeitar um decreto do rei dos animais?
Neste momento, o cão de guarda do galinheiro, um mastim do tamanho de uma onça, surgiu ninguém sabe de onde, de dentes arreganhados, numa corrida veloz para cima da Raposa.
Ela correu em disparada para dentro do mato.
Ao ver a Raposa fugir, o Galo começou a rir e gritar:
– Não fuja, Raposa! Mostre o decreto ao cão!

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Fábula de Esopo

Certa vez um Lobo, depois de se saciar com o animal que havia caçado, começou a engasgar com um osso que ficou preso em sua garganta.

O Lobo tossiu, bebeu água, mas nada fazia o osso sair do lugar.

Desesperado com a situação, o Lobo começou a pedir ajuda aos animais da floresta, porém ninguém queria ajudar o pobre.

A muito custo, ele convenceu a Garça a ajudá-lo com a condição não atacar mais os seus familiares.

Feito o acordo, a Garça colocou o bico na goela do Lobo e retirou o osso.

Terminado o serviço a garça falou:

– Lembre-se, Lobo, de agora em diante você não poderá mais atacar nenhum membro da minha família.

– Não está satisfeita por ter tirado a cabeça viva da boca de um lobo? E ainda pede pagamento?

Conselho de vó: o máximo que se pode esperar dos maus é que, além da ingratidão, não se some a injustiça.

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Fábula de Esopo

Certa vez, um asno estava atravessando um rio com a água batendo na barriga, carregando no lombo dois grandes sacos de sal. De repente ele perdeu o equilíbrio e afundou. Ele ficou desesperado achando que ia morrer, pois não conseguiria se levantar.

Porém, o sal derreteu rapidamente, ele ficou leve, conseguiu se levantar e ainda terminou a viagem sem carregar nenhum peso.

Um tempo depois, foi atravessar o mesmo rio, mas desta vez carregava uma carga de algodão. Ele se lembrou do que havia acontecido anteriormente e, mesmo com uma carga tão leve, no desejo de se livrar dela se jogou na água.

Porém, o algodão absorveu a água e ficou tão pesado que o asno não pode se levantar e morreu afogado.

Conselho de vó: Às vezes, tentando melhorar o que já está bom, perdemos tudo.

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