Fábula Africana

Num dia muito quente, uma Zebra e um Javali chegaram juntos a um poço.

Os dois estavam com muita sede e começaram a discutir para ver quem beberia primeiro.

Nenhum cedia a vez ao outro. Já iam atracar-se para brigar, quando a zebra olhou para cima e viu vários urubus voando.

— Olhe lá! — disse a Zebra — aqueles urubus estão com fome e estão esperando para comer qual de nós morrer primeiro.

— Então, é melhor fazermos as pazes — respondeu o Javali — prefiro ser seu amigo a ser comida de urubus.

Conselho de vó: diante de um inimigo maior, melhor esquecer pequenas brigas.

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Fábula de Monteiro Lobato

Havia uma Garça que nasceu, viveu e envelheceu em uma lagoa que sempre lhe proveu todo o seu sustento.

Estando velha, fraca e com a visão turva, começou a pensar nas dificuldades que já tinha para pegar os peixes, não enxergava direito e precisaria encontrar um lugar com águas limpas e cheio de peixes se quisesse viver mais.

Ficou pensando em como poderia encontrar uma maneira de conseguir alimento fácil quando teve uma ideia. Chamou o caranguejo e falou:

– Caranguejo, preciso te contar uma coisa que vai acontecer e afetará a todos nós. Estão prestes a esvaziar esta lagoa, estamos perdidos, morreremos todos à seca.

O Caranguejo logo contou a todos os peixes o que a Garça havia dito e eles foram até ela para saber mais:

– Isto mesmo, vão esvaziar a lagoa, morreremos todos, mas eu tenho a solução. Vou dar um conselho: aqui perto tem um poço de águas muito limpas, vamos nos mudar para lá antes que esvaziem a lagoa.

– Mas como faremos isso? – falou um peixe.

– Muito simples, – falou a Garça – coloco todos vocês no meu bico e faço o transporte.

Conselho de Vó: Nunca aceite conselho de um inimigo.

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Fábula de Ítalo Calvino

Certo dia, um camponês ia para a cidade de Biella. O tempo estava tão feio que era difícil andar pela estrada.

Porém, o camponês tinha um compromisso importante e continuava a caminhar de cabeça baixa, enfrentando a chuva e a tempestade.

No caminho, encontrou um velho que lhe disse:

— Bom dia! Aonde vai, bom homem, com tanta pressa?

— Para Biella — disse o camponês sem dar muita atenção ao velho.

— Poderia dizer ao menos: “Se Deus quiser”.

O camponês parou, encarou o velho e falou:

— Se Deus quiser, vou para Biella, e se Deus não quiser, vou do mesmo jeito.

O que ele não sabia era que aquele homem era um anjo e que não gostou nada da sua atitude. Então lhe falou:

— Você irá para Biella, mas só daqui a sete anos. Até lá, dê um mergulho naquele pântano e fique por lá.

Nesse momento o camponês se transformou em rã, deu um salto e sumiu no pântano.

Passaram-se sete anos.

O camponês saiu do pântano, virou homem, enfiou o chapéu na cabeça e retomou a estrada para Biella.

Após alguns passos o velho apareceu novamente.

— Aonde é que vai, bom homem?

— Para Biella.

— Poderia dizer: “Se Seus quiser”.

— Se Deus quiser, melhor, caso contrário, já conheço as regras, e posso ir sozinho para o pântano.

E não houve jeito de arrancar nem mais uma palavra dele.

Conselho de vó: Para quem é teimoso, nem sete anos de castigo o fazem mudar de atitude.

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Fábula de Monteiro Lobato

Cavalo e Burro seguiam juntos para a cidade, cada um com sua carga nas costas.

O cavalo, contente da vida, carregava somente quatro arrobas e o burro, coitado, gemia sob o peso de oito.

Em certo ponto, o burro parou e disse:

— Não posso mais! Esta carga excede as minhas forças e o remédio é repartirmos o peso, seis arrobas para cada um.

O cavalo deu um pinote e relinchou como uma gargalhada:

— Ingênuo! Quer então que eu arque com seis arrobas quando posso tão bem continuar com as quatro? Tenho cara de bobo?

O burro gemeu:

— Egoísta! Não percebe que eu não aguento mais tanto peso?

O cavalo riu de novo e a coisa ficou por isso mesmo.

Logo adiante, o burro, esgotado pelo peso, tropeçou e caiu com tudo no chão.

Chegaram os tropeiros, viram que o burro tinha se machucado, tiraram toda a sua carga e arrumaram tudo sobre o cavalo que agora ficou com 12 arrobas.

O cavalo, reclamou, relinchou, mas não teve jeito, teve que carregar tudo sozinho, enquanto o burro foi mancando atrás.

Conselho de vó: Toda parceria só é bem-sucedida quando tudo é dividido, sejam as coisas boas ou não.

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Fábula de Monteiro Lobato

Um veadinho, fugindo dos caçadores, escondeu-se num estábulo.

Ele pediu às vacas que o não denunciassem, prometendo em troca do asilo, mil coisas. As vacas mugiram respondendo que “sim” e o fugitivo agachou-se num cantinho.

Vieram à tarde os tratadores, com os feixes de capim e a cana picada. Encheram as manjedouras e saíram.

Veio também, fiscalizar o serviço, o administrador da fazenda. Correu os olhos por tudo e foi-se. O veadinho respirou.

— Vejo que este lugar é seguro — disse ele. — Os homens entram e saem sem perceber coisa nenhuma.

Uma vaca, porém, o avisou:

— O perigo, meu caro, é que apareça por aqui o bicho de Cem-Olhos…

— Quê? — exclamou o veado. — Há disso?

— Há, sim. Chama-se Dono. É um que, quando aparece, tudo vê, tudo descobre, desde o menor carrapato do nosso lombo até o sal que o tratador nos furta. Se ele vem, amigo, tu estás perdido!

Não demorou muito, surge Cem-Olhos. Vê aranhas no teto e interpela os homens da lida:

— Por que não tiram isso?

Vê um cocho rachado:

— Consertem este cocho.

Vê o chão mal limpo:

— Vassoura, aqui!

E está claro que também viu as pontas do chifre do veadinho.

— Que história é essa? Chifre de veado entre vacas?

Aproximou-se e descobriu o pobrezinho.

Conselho de vó: É o olho do dono que engorda a vaca!

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