Fábula de Esopo

Certa vez um Lobo, depois de se saciar com o animal que havia caçado, começou a engasgar com um osso que ficou preso em sua garganta.

O Lobo tossiu, bebeu água, mas nada fazia o osso sair do lugar.

Desesperado com a situação, o Lobo começou a pedir ajuda aos animais da floresta, porém ninguém queria ajudar o pobre.

A muito custo, ele convenceu a Garça a ajudá-lo com a condição não atacar mais os seus familiares.

Feito o acordo, a Garça colocou o bico na goela do Lobo e retirou o osso.

Terminado o serviço a garça falou:

– Lembre-se, Lobo, de agora em diante você não poderá mais atacar nenhum membro da minha família.

– Não está satisfeita por ter tirado a cabeça viva da boca de um lobo? E ainda pede pagamento?

Conselho de vó: o máximo que se pode esperar dos maus é que, além da ingratidão, não se some a injustiça.

***

Clique aqui para ler a história Midas

Quer ganhar um e-book de histórias infantis? Clique aqui

Mitologia Grega

Na Grécia antiga, o povo procurava por um rei que pudesse governá-los. O povo foi perguntar ao oráculo como deveriam escolher o novo rei. O oráculo respondeu que o novo rei chegaria de carroça.

Enquanto o povo discutia o assunto, tentando entender como isso aconteceria, chegou na localidade uma família em uma carroça, eram Górdio, sua esposa e Midas, ainda criança.

No mesmo momento, Górdio foi escolhido como o rei do povo da Frígia. Górdio ainda viveu muitos anos e, quando faleceu, seu filho Midas se tornou rei.

Midas era muito ganancioso e só pensava em maneiras de aumentar as suas riquezas.

Certo dia, levaram até ele um homem que estava muito bêbado. Midas pediu que cuidassem dele até que sua família fosse buscá-lo. O rei não sabia que esse homem era Sileno, pai de criação do deus do vinho, Baco.

Midas cuidou do homem por dez dias e então Baco foi buscá-lo. Como agradecimento por ter cuidado de seu pai, Baco disse a Midas que poderia fazer um pedido que ele realizaria.

Midas não pensou duas vezes, pediu que tudo o que tocasse, virasse ouro.

Apesar de não achar que o pedido fosse uma boa ideia, Baco o concedeu prontamente.

No mesmo instante tudo o que Midas tocava virava ouro. A princípio ele ficou exultante com seu novo poder e pediu que preparassem um banquete para comemorar.

Porém, quando Midas começou a comer, percebeu que seu pedido havia sido uma maldição. Ao tocar um pão, ele imediatamente virou ouro, ao tocar a taça, o vinho se transformou em ouro no mesmo instante.

A filha de Midas, Phoebe, tentou ajudá-lo, mas acabou sendo transformada em ouro também.

Desesperado e percebendo que desta maneira morreria de inanição, Midas procurou Baco para pedir que seu dom desaparecesse.

Baco então ordenou que Midas se banhasse na fonte do rio Pactolo para que a água corrente o purificasse de sua ganância e levasse seu dom embora.

O poder de transformar tudo em ouro foi passado para o rio e no mesmo momento as areias ficaram douradas. Tudo o que foi transformado em ouro voltou ao normal, inclusive sua filha.

Midas se arrependeu de sua ganância e foi embora da cidade para viver no campo.

***

Clique aqui para ler a história Os três filhos

Quer ganhar um e-book de histórias infantis? Clique aqui

Conto africano

Era uma vez um velho comerciante de tecidos que tinha três filhos. O pai sentiu que não teria muito mais tempo de vida e ficou preocupado com qual dos filhos deixaria o seu comércio.

Ele não sabia qual dos três poderia cuidar melhor da sua herança.

Depois de muito pensar, ele chamou os filhos, entregou a cada um deles um saquinho com moedas e pediu que saíssem e comprassem um presente que enchesse o quarto.

O filho mais velho não gostou do desafio do pai, achou que o dinheiro era muito pouco para que conseguisse comprar algo que pudesse encher o quarto.

Ele não pensou muito, foi até o vizinho e gastou todo o dinheiro com alguns sacos de grama.

O segundo filho pensou um pouco no assunto e resolveu ir até o mercado. Lá ele comprou muitos sacos de penas.

O terceiro filho não sabia o que comprar, andou pelo mercado, andou pela cidade, pensou muito, observou e por fim, comprou para o pai um presente que embrulhou em uma pequena caixinha.

Os três filhos voltaram e foram até o pai para apresentar os presentes.

O primeiro abriu os sacos de grama e espalhou pelo quarto, mas mesmo depois de muito espalhar, percebeu que não encheria o quarto.

O segundo filho entrou no quarto com seus muitos sacos e abriu todos eles, espalhando penas para todos os lados, mas depois que elas assentaram, percebeu que elas também não encheriam o quarto.

O terceiro filho chegou, com seu pequeno embrulho e de dentro tirou uma vela. Ele a acendeu e a luz se espalhou por todo o quarto.

Assim, o pai encontrou o seu sucessor.

***

Clique aqui para ler a história Filha do Céu

Quer ganhar um e-book de histórias infantis? Clique aqui

Fábula indiana

Era uma vez um lindo lago na Índia. Esse lago era muito grande e às suas margens vivia uma grande colônia de coelhos, o lugar era tranquilo e eles viviam felizes.

Porém, uma grande seca assolou a região, mas o lago, apesar de ter baixado um pouco, ainda era uma fonte de água para muitos animais.

Certo dia, os coelhos começaram a sentir a terra tremer e todos ficaram apavorados. O rei dos coelhos percebeu o que estava acontecendo e orientou a todos para que se afastassem de suas tocas na beira do lago. Uma grande manada de elefantes estava se aproximando, provavelmente atraídos pela água, que já havia secado em quase todos os lugares.

As grandes patas dos elefantes foram destruindo tudo e se não fosse a agilidade do rei dos coelhos, muitos teriam morrido, pisoteados pelos elefantes.

Os dias passaram, os elefantes não iam embora e todos começaram a ficar preocupados, era muito perigoso voltar para casa ou se aproximar do lago e acabar machucado por algum elefante distraído. O rei estava ficando preocupado com o futuro da colônia e teve uma ideia.

Ele subiu em uma pedra e começou a chamar o rei dos elefantes:

– Oh! Rei dos elefantes, me escute por favor!!!

O rei ouviu o chamado e caminhou até à pedra para saber o que o coelho queria.

– Grande rei dos elefantes, tenho algo muito importante para lhe dizer, mas primeiro quero avisar que sou somente o mensageiro, portanto, não se zangue comigo.

– Não se preocupe mensageiro. Mas, de quem é a mensagem?

– Trago uma mensagem da Lua!!!

– Da Lua? E o que a Lua tem para me dizer?

– A mensagem é: Você, rei dos elefantes, trouxe seu bando para meu lago sagrado e sujou minhas águas.

– Oh! Eu não sabia que este lago era da Lua, se eu puder falar com ela pessoalmente, explicarei minha situação.

– Vamos até o lago e você poderá falar com ela.

 O coelho então subiu nas costas do elefante e juntos foram à beira do lago.

Chegando lá, o rei dos elefantes pode ver o reflexo da Lua nas águas e o coelho continuou falando:

– A Lua quer que vocês vão embora deste lago ou algo muito ruim acontecerá com toda a sua manada.

O rei dos elefantes, querendo se aproximar para falar com a lua começou a entrar no lago e o reflexo da Lua começou a balançar com o movimento da água.

– Está vendo? A Lua está tremendo de raiva, está mais furiosa que nunca, vocês devem abandonar o lago imediatamente! – falou o coelho.

– Por favor, peça à Lua que nos perdoe, partiremos agora mesmo!

Os elefantes foram embora e os coelhos puderam voltar para as suas casas e viverem as suas vidas tranquilamente.

***

Clique aqui para ler a história Momotaro

Quer ganhar um e-book de histórias infantis? Clique aqui

Lenda japonesa

Era uma vez um casal de velhinhos que vivia em uma vila muito distante. Eles eram muito bondosos e amados por todos. O sonho deles sempre foi ter um filho, mas já haviam envelhecido e não realizaram este desejo.

Certo dia, o velhinho foi para as montanhas recolher gravetos e a velhinha foi ao rio lavar roupa. Enquanto lavava a roupa na margem do rio, viu que desciam pela corredeira vários pêssegos flutuando. Por causa da sua idade, ela não quis se arriscar entrando no rio para pegá-los, mas se lembrou de uma velha cantiga e falou:

– Se for um pêssego bom, venha até aqui. Se for um pêssego amargo, vá até ali.

Para sua surpresa um dos pêssegos, o maior de todos, começou a chegar cada vez mais perto da margem e veio parar na sua mão. Ela ficou muito feliz, não via a hora de voltar para casa e mostrar a surpresa para o seu velhinho.

No final da tarde, seu marido chegou do trabalho e ficou muito contente ao ver o pêssego gigante:

– Vamos abri-lo!

Conforme começaram a cortar a fruta ela rachou na metade e para surpresa dos dois, dentro do pêssego havia um bebê, um menino.

O dois ficaram mudos, olhando para aquela criança, sem saber o que fazer. Então entenderam que aquele menino era o sonho deles se tornando realidade e choraram de felicidade.

Deram a ele o nome de Momotaro que significa menino-pêssego.

O menino cresceu muito rápido, era inteligente, forte e tinha um grande coração, era a alegria do casal.

Ele ajudava os pais em tudo, nas épocas de plantio, ele fazia todo o trabalho sozinho e, como seus pais, era bom para todos do vilarejo.

O tempo passou e ele ficou adulto. Certo dia ele ouviu as histórias dos Onis, que eram os demônios. Eles estavam atacando as aldeias, roubando, matando os moradores e raptando suas crianças para fazê-las de escravos.

Ele ficou indignado com tanta maldade e resolveu tomar uma atitude. Decidiu ir até à ilha dos demônios para destruí-los e impedir que continuassem a fazer tanto mal às pessoas.

Seus pais ficaram preocupados, mas também orgulhosos com a coragem do filho. A velhinha preparou para ele diversos kibidangos, bolinhos doces de arroz, para que ele levasse na viagem.

Momotaro partiu e depois de muito caminhar, encontrou um cachorro que falou para ele:

– Momotarosan, me dê um kibidango que lutarei com você contra os Onis!

Momotaro lhe deu um bolinho e continuaram o caminho juntos.

Mais adiante encontraram um macaco que falou:

– Momotarosan, me dê um kibidango e lutarei com você contra os Onis!

Momotaro deu um bolinho e continuaram a viagem juntos.

Um pouco à frente encontraram um grande faisão que também pediu um kibidango e se ofereceu para ir junto com ele à ilha dos Onis.

Seguiram os quatro juntos em uma longa jornada de barco. O faisão voava à frente e indicava o caminho.

Quando chegaram à ilha dos Onis, tudo parecia assustador, o dia estava escuro e havia muita névoa. O castelo dos Onis tinha um grande portão negro.

O macaco escalou o portão e conseguiu destrancá-lo por dentro, eles entraram e deram de cara com os Onis. Começou então a batalha.

Momotaro lutava com sua espada, o faisão usava seu bico e suas garras, o cachorro atacava com seus dentes poderosos e o macaco combatia com suas unhas e sua habilidade de surpreender o inimigo.

Finalmente, após muita luta, eles conseguiram derrotar os inimigos.

– Nunca mais vamos invadir suas aldeias, nem prejudicar as pessoas, tem piedade, poupe nossas vidas. – falou um dos Onis.

Como Momotaro era bondoso e generoso, ele os perdoou. O chefe dos Onis libertou as crianças e lhe ofereceu diversos tesouros em troca pelo jovem ter poupado a vida deles.

Quando Momotaro voltou para casa, foi recebido com grande festa pelas pessoas e com muita felicidade pelos seus pais. As crianças foram devolvidas aos seus lares, ele repartiu os tesouros com todos e desde então viveram em paz.

***

Clique aqui para ler a história A pescaria das mulheres

Quer ganhar um e-book de histórias infantis? Clique aqui