Autor desconhecido

Era uma vez uma galinha ruiva. Ela morava com seus pintinhos numa fazenda.

Um dia ela estava andando pelo milharal e viu que o milho estava maduro, pronto para ser colhido. Ela então teve a ideia de fazer um bolo de milho.

Mas era muito trabalho, tinha que colher o milho, debulhar, moer, misturar os ingredientes e depois assar.

Ela resolveu pedir ajuda aos outros moradores da fazenda, assim todos poderiam comer o bolo de milho juntos.

A galinha perguntou ao cachorro, mas ele falou:

– Eu não. Estou muito ocupado.

Ela perguntou ao porco:

– Eu não. Acabei de almoçar.

Ela perguntou à vaca:

– Eu não. Está na hora de brincar lá fora.

Ela perguntou ao gato:

– Eu não. Está na hora da minha soneca.

Então, a galinha ruiva foi preparar tudo sozinha, colheu as espigas, debulhou o milho, moeu, preparou o bolo e colocou no forno.

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Quando o bolo começou a ficar assado todos sentiram um cheiro maravilhoso e, aos poucos, foram chegando, cheios de vontade.

Então a galinha ruiva disse:

– Quem foi que me ajudou a colher, debulhar, moer e preparar o milho, para fazer o bolo?

Todos ficaram bem quietinhos

– Então quem vai comer esse delicioso bolo de milho somos eu e meus pintinhos, somente nós. Vocês podem continuar a descansar nos olhando.

Conselho de vó: Quem não luta com você na batalha, não pode estar com você na vitória.

***

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História de Figueiredo Pimentel

Reinaldo era um rapaz de grandes qualidades e estimado por todos onde vivia. Era filho de um rico fidalgo e tinha dois irmãos mais velhos que já haviam se casado com moças da alta sociedade.

A família tinha o costume de se reunir todo primeiro domingo do mês para jantar, e essa tradição nunca era quebrada.

O rapaz gostava demasiadamente de música e sempre acompanhava os concertos, óperas e saraus que aconteciam na cidade, ele era capaz de passar o dia todo ouvindo música sem sequer sentir fome.

Um dia, Reinaldo estava passeando à margem de uma extensa lagoa quando ouviu uma maravilhosa voz feminina cantando uma ópera que ele desconhecia e ficou extasiado com a beleza da voz.

Ele começou a procurar de onde vinha a voz para poder apreciar mais devidamente, mas não encontrava a sua origem.

Estava tão encantado que falou consigo mesmo:

– Palavra de honra que me casaria com a dona desta voz, ainda que fosse uma sapa nesta lagoa!

Acabando de dizer estas palavras Reinaldo viu saltar da lagoa uma enorme e horrenda sapa que falou com ele:

– Pois é exatamente uma sapa que está cantando, e o senhor, que é um rapaz sério e de palavra deverá cumprir o que disse.

– Fui imprudente ao falar tal coisa, mas sou homem de palavra e cumprirei o que disse – falou Reinaldo. Peço somente que possa avisar o meu pai antes de cumprir o que foi dito.

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A grande sapa concordou e Reinaldo foi falar com seu pai que concordou que seu filho deveria realmente cumprir sua palavra.

No dia seguinte o rapaz foi a lagoa e assim que chegou encontrou a Sapa que lhe disse:

– Entre na água sem medo e mergulhe, não se preocupe que não irá se afogar.

Reinaldo fez o que ela disse que estando de baixo d’água viu um enorme palácio e lá estava tudo preparado para o casamento.

A cerimônia foi exatamente igual a uma cerimônia humana, porém todos os presentes eram sapos e rãs que coaxavam o tempo todo.

Após o casamento, o rapaz viveu agradavelmente no castelo e era muito bem tratado por todos, a sua esposa sapa sempre cantava para agradá-lo e ele se encantava muito com sua voz e suas músicas.

Passados quinze dias Reinaldo se entristeceu porque era o primeiro domingo do mês e ele deveria ir à casa de seu pai para o jantar de família. Ele sabia que ouviria muitos deboches dos irmãos e familiares por ter uma esposa nada comum.

No dia do encontro da família Reinaldo pegou sua esposa Sapa no colo, saiu da lagoa e partiu para a casa de seu pai, porém, ao sair do lago algo extraordinário aconteceu, a sua esposa Sapa se transformou em uma bela jovem.

Ela contou a ele que todos de sua família foram encantados por uma bruxa, o encanto só seria desfeito se ela se casasse com um humano e então saíssem da lagoa juntos.

No lugar onde era a lagoa apareceu um palácio sem igual. O encanto foi desfeito e eles foram felizes para sempre.

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Fábula de Monteiro Lobato

Certa vez, perdido depois de uma tempestade, um Morcego caiu em um ninho de coruja, e teria ali ficado se não fosse a dona do ninho regressar e começar a enxotá-lo:

– Como se atreve a entrar na minha casa, não sabe que odeio os ratos!!!

– Então acha que sou um rato? Pois não tenho asa e voo como você? – respondeu o Morcego.

A Coruja não soube como discutir com o argumento e por isso lhe poupou a pele.

Procurando outro abrigo o pobre Morcego acabou parando na toca de um gato-do-mato, que ao ver o intruso começou a expulsá-lo dali:

– Como tem o topete de invadir a minha casa? Não saber que detesto aves?

– E quem disso que sou ave? Sou bicho de pelo como você!

– Mas sei que voa, não voa?

– Não, somente caio com elegância – respondeu o Morcego.

– Mas tem asa, não tem?

– Asa? Que tolice, teria asas se tivesse penas.

O gato-do-mato ficou sem argumento e o deixou ir embora sem prejudicá-lo.

Conselho de vó: em momentos adversos, quem se adapta, sobrevive.

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Fábula de Monteiro Lobato

A Onça caiu da árvore e ficou acamada por muitos dias, como não podia sair da toca começou a ficar com fome e chamou a comadre Irara para pedir ajuda.

– Diga aos animais que estou doente, muito doente, peça que venham me visitar – falou a Onça para a Irara.

A Irara deu o recado a todos os animais e eles começaram a fazer visitas, veio a Capivara, a Cutia, o Veado, e por fim veio o Jabuti.

Ao entrar na toca o Jabuti viu as pegadas dos animais que tinham vindo primeiro, mas o que o deixou curioso foi que tinha pegadas entrando, mas não tinha nenhuma saindo.

– Me parece que nesta toca quem entra não sai, acho que em vez de visitar vou para minha casa rezar por ela.

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História de Figueiredo Pimentel

Miramil III era um poderoso Rei conhecido por ser bom para o seu povo, fazia questão de ouvi-los e queria sempre fazer o melhor para o bem da nação.

Porém, o Rei tinha três ministros muito arrogantes que se gabavam de saber tudo e de serem melhores que as outras pessoas do reino, quando na verdade, não passavam de homens ordinários.

O Rei então decidiu dar uma lição nesses homens e mostrar que eles não eram capazes nem de entender o próprio povo.

Miramil III os convidou para dar um passeio pelas redondezas do castelo em uma carruagem. No caminho encontraram um velho que estava a arar a terra. O homem, respeitosamente, tirou o chapéu para cumprimentá-los.

– Quanta neve vai pela serra! – disse o rei.

– Já é tempo dela, real senhor –  respondeu o velho roceiro.

– Quantas vezes já queimaste a casa?

– Duas, real senhor.

– Quantas vezes tens de queimá-la?

– Três, real senhor.

– Se eu te mandar três patos, serás capaz de depenar?

– Quantos mandardes, real senhor.

Saindo dali o soberano ordenou que os três ministros respondessem o que ele havia conversado com o velho, sob pena de serem enforcados.

Os sabichões, que não tinham entendido nada, pediram uma semana para responder. Leram quantos livros encontraram, mas não puderam decifrar a conversa.

Resolveram, então, ir consultar o velho às escondidas.

O velho comprometeu-se a responder com a condição de lhe darem a roupa que estavam vestindo.

Os ministros aceitaram e despiram-se.

– Quanta neve vai pela serra, quer dizer que já tenho a cabeça muito branca, e por isso respondi que já era tempo dela, pois já sou bem velho. Queimar a casa, é casar uma filha, porque quem casa uma filha, gasta tanto, como se tivesse tido um incêndio. E os três patos para depenar, são os senhores.

Quando o ancião acabou de falar, apareceu o rei, que se achava escondido.

Os três ministros ficaram com medo do castigo do Rei, mas o que ele fez foi explicar que a função deles era de trabalhar para o povo e não para se gabar o tempo todo de serem melhores que o povo. Para isso eles deveriam, em primeiro lugar, entender o povo e o que falam.

Não os mandou matar, mas os castigou, condenando-os a darem bons dotes às três filhas do velho que ainda estavam por casar.

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