Fábula de Esopo

Em uma floresta viviam um coelho e uma tartaruga, o coelho fazia tudo correndo, era espevitado e adorava atormentar a tartaruga porque ela fazia tudo devagar, ele nunca perdia uma oportunidade para aborrecer a pobrezinha.

Um dia a tartaruga, muito cansada pelos anos em que foi importunada resolveu desafiar o coelho para uma corrida.

O coelho achou muita graça no desafio e aceitou de imediato. Ele começou a contar para todo mundo da corrida, ele queria que todos da floresta fossem ver o vexame da tartaruga e, assim poder atormentá-la ainda mais.

No dia da corrida, todos os animais foram lá para a linha de chegada para ver o espetáculo. O trajeto seria de um ponto a outro da floresta e no horário combinado começou a corrida.

O coelho disparou muito rápido até perder de vista. A tartaruga foi no seu ritmo, lento, mas constante.

Depois de um bom caminho percorrido o coelho olhou para trás e não viu nada. Parou um pouco, esperou e nada, achava que a tartaruga jamais o alcançaria e resolveu tirar um cochilo até que a tartaruga passasse por ele para então terminar a corrida e humilhar a tartaruga.

Depois de um tempo cochilando a tartaruga passou por ele, mas como seus passos eram lentos e silenciosos o coelho não percebeu e continuou dormindo.

Depois de algumas horas o coelho acordou e não viu sinal da tartaruga, achou que ela ainda não tinha passado por ali e resolveu terminar a corrida e esperá-la na linha de chegada.

Quando ele avistou a linha de chegada ele não pode acreditar, a tartaruga estava quase chegando, ele então correu com todas as suas forças, mas não conseguiu, a tartaruga venceu para espanto de todos. Ela foi ovacionada, celebrada e parabenizada por todos e deste dia em diante o coelho nunca mais pode atormentar a vencedora.

Conselho de vó: Primeiramente, nunca deboche de alguém por suas características, todos somos diferentes, mas todos somos vencedores. Em segundo lugar, mais importante que a rapidez é a constância, por mais devagar que você esteja indo, não desista que a vitória virá.

Devagar se vai longe!

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