Autor desconhecido
Era uma vez um homem muito preguiçoso. Desde pequeno ele não queria fazer nada, tinha preguiça pra tudo, até o prato de comida era sua mãe que preparava. Não aprendeu nada na escola porque não queria estudar, não aprendeu o ofício dos pais que eram lavradores, porque dizia que o trabalho era muito pesado.
Não teve ânimo nem para namorar e, então ficou um solteirão. Mas os pais cuidavam dele e lhe providenciavam tudo o que ele precisava.
Chegou um dia então, em que o pai faleceu, pouco tempo depois sua mãe também se foi. Ele ficou sozinho e continuava preguiçoso como sempre. A vizinhança se condoeu e lhe levava comida nos primeiros tempos.
Mas eles também se cansaram, um homem forte que não queria fazer nada era um abuso, e ele começou a passar fome.
Cansado da vida, ele resolveu que queria morrer também e pediu que os vizinhos lhe enterrassem. Acharam um absurdo, mas resolveram concordar para ver até onde ia a sua decisão.
Prepararam tudo, fizeram velório com velas e rezas. Chegando a hora do enterro o colocaram numa rede e rumaram para o cemitério, certos de que ele ia desistir no meio do caminho. Passando pelos portões de uma fazenda, o fazendeiro vendo o cortejo, tirou o chapéu, fez o sinal da cruz e perguntou:
– Quem é o morto? Que Deus o tenha!
Um dos acompanhantes respondeu:
– Deus não o tem ainda, senhor, esse morto tá vivinho.
O fazendeiro admirado perguntou ao morto, que estava vivo, por que ele estava se fazendo enterrar. O rapaz respondeu:
– Tá tudo muito difícil, não tenho nada na minha casa, estou passando fome, e se vou morrer mesmo, é melhor acabar com isso de uma vez.
O fazendeiro se condoeu e lhe falou:
– Não seja por isso, tive uma colheita muito boa de arroz e mando te entregar 10 sacos na sua casa. Você vai ter comida por muito tempo.
O rapaz pensou, pensou e perguntou:
– Que mal lhe pergunte, o arroz está com casca ou sem casca?
O bom homem lhe respondeu:
– Tá com casca, terminamos a colheita ontem!
E o preguiçoso decidiu:
– Toca o enterro!
***
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Ouvi essa história pela primeira vez quando cursava o antigo primário nos anos 1964 a 1967 no Grupo Escolar Júlio Mesquita, no bairro Jardim das Américas em Curitiba.
Boa noite! Contos populares do Brasil, minha me contava e dizia que o pai dela contava pra ela.
Não entendi!
muito legal esse texto principalmente para completa-lo